terça-feira, 27 de setembro de 2016

A (in) Gestão do Turismo...






A (in) Gestão do Turismo...



Aos abnegados turismólogos, além de exaltar o trabalho de muitos, desejo aqui neste dia especial, muito sucesso nesta profissão que abraçaram para suas vidas...

E baseado na minha ignorância de vida (em que cada dia aprendo mais a discernir os fatos) e nas pesquisas, tenho percebido o quanto não atentamos para o art. 180 da Constituição Brasileira, onde se destaca que: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios promoverão e incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento econômico e social”.

É fato, mas quando lemos este artigo, no leva a crer que a responsabilidade da atividade do turismo, no aspecto acima, está meramente restrita às ações públicas em suas políticas de Estado. E aí entra a questão da “Coisa Pública” que em sua definição exprime que: Res publica é uma expressão latina que significa literalmente "coisa do povo” é a origem da palavra república. "Coisa pública" é o termo normalmente se refere a uma coisa que não é considerada propriedade privada, mas a qual é, em vez disso, mantida em conjunto por muitas pessoas.

E inspirado no legal e no conceito seria interessante levantar uma reflexão sobre a atividade econômica e social do turismo capixaba. Será que não chegou a hora de reavaliarmos nossos olhares para as questões nos apresentadas de forma horizontalizada? Será que não chegou o momento de observarmos e percebermos com uma visão Azymuth (visão espacial - de cima para baixo) sobre tudo que acontece à nossa volta.

Vemos instituições representativas de seus variados segmentos e que se tem acento nas cadeiras de conselhos estadual e municipais, com poder de decisão nas demandas apresentadas e que ao invés de levarem soluções apresentam problemas, como se a atividade global não fosse responsabilidade dos mesmos? Sentam-se à mesma mesa, mas após a assembleia, não articulam em seus negócios, à exceção é claro, de alguns.

É notório que participam efetivamente na elaboração de planos, programas e projetos de política pública, mas que os planejamentos próprios não estão casados ou interagidos com o do poder público e aí se incluem os orçamentos de suas próprias atividades. Mister se faz a integração desses agentes de forma cooperativa. E claro, cabendo ao Estado a garantia de recursos à infraestrutura necessária.

Será que nossas pesquisas não merecem serem revistas para que avaliemos o comportamento do cidadão (o autóctone ou o da região em que se expressa) do entorno dos atrativos, afinal, o grau de satisfação elevado e da autoestima fará compreender os ajustes necessários para melhor receber. É dito que a estadia do turista é motivo de decisão própria, de sair de sua rotina e buscar destinos que atenda suas expectativas e o façam recarregar as energias, então seu grau de satisfação será sempre superior ao desejado. Enquanto isso, o que vive o dia a dia no destino, é que tem capacidade de avaliar melhor todos os serviços durante todo o ano.

Enfim, se esta percepção não refletir na hospitalidade, como seremos competitivos neste país onde o novo Mapa do Turismo Brasileiro apresenta novos destinos e alguns até com uma atenção especial do Ministério do Turismo.

É nestas observações em que vejo gestores municipais exaltarem nas mídias a quantidade de público presente em eventos promovidos e não se concentram na importância do capital que circulou e nos efeitos que foram provocados naquele território. Não existe a intenção de avaliar a exploração dos cinco (5) sentidos sensoriais do ser humano: visão, audição, olfato, paladar e tato para que possamos interpretar suas expectativas e anseios.

Espero que nestas eleições, surjam novos valores e conceitos para que possamos enxergar o turismo de forma proativa assim como estabelece o art. 180 da CB e a complexidade que a atividade do turismo exige.

Feliz Dia Mundial do Turismo!!!


Abraço a todos!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quando vamos aprender a 
medir o turismo?


Moacir Durães
Especialista em Turismo Setorial e Territorial

O físico irlandês do Século XIX chamado William Thomson (o famoso Lorde Kelvin – o pai do zero absoluto) redigiu este texto, que tanto utilizamos, mas ainda pouco aplicamos: “Aquilo que não se pode medir, não se pode melhorar”. O sentido do texto era a de estabelecer melhorias nos processos ou nos sistemas... Peter Drucker, em seguida, turbinou a mesma, com a máxima: “Se você não pode medir, você não pode gerenciar”.
Desde então, essas frases do século passado, refletem em mim uma indignação quando tratamos de gestão pública, principalmente no que se refere à atividade econômica do turismo capixaba. É impressionante o descaso com os fatos e medidas de então, seja em porcentagem, volume, números de erros, etc. E ademais desempenho não deve ser avaliado por julgamentos rápidos como, por exemplo: excelente, muito bom, regular, ruim, muito satisfeito, satisfeito e insatisfeito...
O turismo no litoral do ES, que em sua maioria é explorado pelo segmento de Turismo de Sol e Praia, na alta estação, são objetivos de milhares de turistas ou veranistas de outros estados e que não importa também que seja do ES. Bom, mas representa uma convergência de capixabas se deslocando para esses balneários para ali desfrutarem suas férias de verão.
E aí caímos na mesmice dos noticiários e comentários de plantão, tais como: A crise é nacional..., A barragem de Mariana nos prejudicou..., As chuvas temporais espantaram os turistas..., Férias curtas devido ao ano escolar... A taxa de ocupação não foi boa... E por aí vai, por todos os cantos é uma choradeira geral.
Recentemente, fiz uma provocação num grupo móbile-social, buscando informações sobre a atividade econômica do trade turístico neste período. Estive à procura de números dos municípios litorâneos de norte a sul, que promoveram eventos e mais eventos, a fim de conhecer os reflexos na economia local até mesmo para que pudessem justificar aos Executivos Municipais, sobre a importância do giro de capital vindo de fora. E que com isso, possam ampliar o orçamento anual da secretaria.
Mas pelo visto, não foram realizados esses levantamentos, à exceção da Prefeitura de Vitória, através do seu Observatório de Turismo, que apresentou um infográfico sobre Turismo Náutico (Cruzeiro MS Maasdam que atracou em Vitória no dia 03 de fevereiro trazendo 1.050 turistas e 556 tripulantes de mais de 28 nações diferentes) e o Carnaval Capixaba.
O que se pode perceber é que não houve intenção, dos gestores municipais, de medir esses movimentos neste período, pelo menos até agora, não estão sendo apresentados. Em se tratando do bloco empresarial, nada até o momento foi exposto, com destaque apenas para a reclamação dos empresários hoteleiros de Guarapari, pela baixa ocupação apresentada, no período. Algumas exceções, por se tratarem de informações rotineiras, são os dados da Infraero, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.
Recente Estudo de Mercado da Geofusion (Inteligência Geográfica de Mercado) nos mostra que dos 5.570 municípios brasileiros, somente 975 (17,5%) são considerados com potencial para receber turistas com regularidade. E, 20% deles, estão em São Paulo. Como então, os municípios litorâneos capixabas estão inseridos neste contexto, se não existem levantamentos de imóveis de veranistas; se não pesquisamos o fluxo de veículos e de ônibus; se não medimos a quantidade de lixo produzida no período. Só por essa medição teríamos uma noção do aumento do número de turistas, pois a Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos Especiais, na sua avaliação de 2013, estima que o brasileiro gere 383 quilos de lixo por ano. E muito mais outras fontes de dados.
O Brasil, famoso por sua diversidade cultural, recursos naturais e belas paisagens, conta com um mercado de turismo significativo. É um fluxo de 273 milhões de turistas ao ano, seja em viagens a lazer ou a negócios. Buscando entender o perfil dos municípios neste setor e como esta movimentação pode contribuir para a economia, a Geofusion, produziu um modelo estatístico que permite prever o fluxo turístico anual das 5.570 cidades brasileiras, com base nos dados do Ministério do Trabalho e do IBGE.

Apesar do grande volume de pessoas circulando pelo País, 82% dos municípios têm baixo potencial para o turismo, considerando o número de visitantes recebidos e a presença de atrativos como praias, reservas ambientais e atividades ligadas ao patrimônio cultural. Desta forma, o Brasil conta com apenas 975 cidades de potencial turístico significativo, sendo que a maior parte se concentra nas regiões Sudeste (38%) e Nordeste (28%), sobressaindo-se principalmente os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, que juntos concentram 50% do fluxo. Os 10 estados com mais turistas acumulam cerca de 80% do fluxo do Brasil.

O impacto gerado pela movimentação destas pessoas tem influência em diversos setores da economia. Isso porque cerca de 70% dos municípios recebem um volume de visitantes superior ou igual à população residente. Em 65 cidades ultrapassam em mais de 10 vezes o número de moradores. O grande destaque é Rio Quente (GO) que, anualmente, concentra 300 vezes mais pessoas que a quantidade de habitantes. Outro dado que fica em evidência no levantamento, quando se fala em turismo de lazer, são as regiões litorâneas, pois representam um total de 60% dos locais visitados, recebendo em média 47 milhões de pessoas ao ano, o que equivale a 6
4% dos que viajam com este intuito. Praia Grande (SP) se destaca por ser a cidade que concentra mais pessoas: 2,4 milhões.
No entanto, é nos municípios onde prevalece o turismo de negócios que estão os maiores fluxos do País: 155 milhões de pessoas circulam nessas cidades anualmente, um volume mais de duas vezes maior que o das cidades que se destacam pelo lazer. O estudo da Geofusion aponta que as viagens de negócios abrangem cerca de 60% dos municípios brasileiros. A região Sudeste recebe quase 50% deste fluxo, sendo que só os Estados de São Paulo e Minas Gerais somam 34% deste potencial. A líder da categoria é a capital paulista, com 14,5 milhões viajantes.
E se o capixaba não mede, como ficamos no contexto brasileiro? E mais ainda, como fica tudo isso para responder aos novos critérios do Mapeamento da Regionalização do Turismo do Ministério do Turismo?
·         Gestão Descentralizada do Turismo;
·         Planejamento e Posicionamento de Mercado;
·         Qualificação Profissional, dos serviços e da produção associada;
·         Empreendedorismo, captação e promoção de investimentos;
·         Infraestrutura turística
·         Informação ao Turista
·         Promoção e Apoio à comercialização
·         Monitoramento

Diante do hiato, fica a reflexão de que medir o desempenho é uma das fases mais difíceis da gestão e garante decisões baseadas em fatos e não nas emoções. Garante a possibilidade de aliar o nosso desempenho às necessidades, e esse é um dos aspectos mais eficazes da gestão de processos. Oxalá!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A matéria prima do Turismo.


Doris Ruschmann em seu livro Turismo e Planejamento Sustentável – A Proteção do Meio Ambiente editado em 1997 cita que para compreensão do Meio Ambiente, “entende-se a biosfera, isto é, as rochas, a água e o ar que envolvem a Terra, juntamente com os ecossistemas que eles mantém”. Essa característica ambiental serve-nos hoje como ensinamento acadêmico em que não nos empoderamos da raiz de seu conceito, infelizmente.
Nas minhas constantes viagens a trabalho pelas estradas do Espírito Santo, presencio o crescente desmatamento em favor da pecuária e da agricultura irresponsáveis, a ampliação das voçorocas promovendo o assoreamento de nascentes e de leito de rios, das minerações de mármore e granito em que as condicionantes são meros protocolos de mitigação, da má qualidade das estradas vicinais que não contemplam caixas secas, do desleixo com a paisagem capixaba e tantos outros fatores...
É fato, que todos estes, são frutos da intervenção humana em busca do retorno de capital fácil, onde a preservação e a perenização da Terra, ficam em planos que não sabemos aqui enumerar.

A escritora Doris Ruschmann, reconhecidamente pelos seus trabalhos em turismo, assevera ainda que “esses ecossistemas são constituídos de comunidades de indivíduos de diferentes populações, que vivem numa área juntamente com seu meio não vivente  e se caracterizam por suas inter-relações, sejam elas simples ou mais complexas. Essa definição inclui também os recursos construídos pelo homem, tais como casas, cidades, monumentos históricos, sítios arqueológicos, e os padrões comportamentais das populações, folclore, vestuário, comidas e o modo de vida em geral, que as diferenciam de outras comunidades”.

Esta citação é a básica do chamado Turismo Cultural que tanto o Ministério do Turismo prega para a Segmentação do Turismo e que hoje muitos destinos se consagram enquanto outros se deterioram, assim como o Ecoturismo e o Turismo de Aventura.

Para o turismo, o desastre ambiental que vimos ocorrer no Rio Doce que já agonizava há anos é um desses sinais de descaso com o ambiente e com o ser humano. Órgãos ambientais de governo em todas as instâncias inoperantes ou falseadas de condicionantes mitigatórias sem o devido valor de fiscalização e recuperação, transferem para esses aglomerados urbanos e para a natureza, as mazelas da inconsequência...

Mas hoje, o meu pesar, é o fato de assistir a essas degradações massivamente ao longo desse tempo, açoitando a vida e o território que contempla a atividade turística, colocando assim o cidadão, à margem dessas intervenções. Assim como a guilhotina francesa, pouco a pouco estão sendo executadas ações de morte instantâneas que se estendem até os momentos atuais, e dessa forma cada conglomerado urbano se vê impotente em razão dos gestores públicos que ora sentam em seus tronos sem tirar a bunda do assento para visitá-los. A ironizar os demorados sete dias de atraso da visita presidencial aos pequenos espelhos d’água do Rio Doce.

Na incontestável avaliação de Doris Ruschmann em que “a inter-relação entre o turismo e o meio ambiente é incontestável, uma vez que este último constitui a matéria-prima (grifo nosso) da atividade. A deterioração das condições de vida dos grandes conglomerados urbanos faz com que um número cada vez maior de pessoas procure, nas férias e nos fins de semana, as regiões com belezas naturais. O contato com a natureza constitui, atualmente, uma das maiores motivações das viagens de lazer e as consequências do fluxo de massa de turistas para esses locais extremamente sensíveis, tais como as praias e as montanhas, devem necessariamente ser avaliadas e seus efeitos negativos, evitados, antes que esse valioso patrimônio da humanidade se degrade irremediavelmente.”

E para nós sararmos deste desastre escabroso em que levaremos anos em convalescência, a atividade do turismo agonizará também em razão dos incautos.

13/11/2015
Moacir Durães
moacir.duraes@hotmail.com

Especialista em Gestão Setorial e Territorial

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Copa foi um sucesso, mas não deixou legado para o turismo da Bahia

Meus amigos,

Segue uma avaliação dos baianos sobre a realidade da Copa 2014 no território baiano, e que esta seja de suma importância para o nosso discernimento quanto à hospitalidade profissional...

Moacir Durães

A Copa do Mundo foi bem sucedida, como se esperava, afinal, o Brasil já havia dado mostras de sua competência para organizar grandes eventos, principalmente em São Paulo, com o automobilismo e shows, Rio de Janeiro, com o Rock in Rio e os Jogos Pan Americanos, e Salvador, com o Carnaval, que mobiliza mais de 20 estádios lotados em cada um de seus seis dias, com 20 mil policiais fazendo a proteção de foliões e de um contingente também gigantesco de prestadores de serviços, famosos e autoridades.

O esquema de segurança afastou o risco de maiores tumultos causados por manifestações, e as que houveram não foram suficientes para estragar a festa, desanimar o brasileiro, impedi-lo de ir aos estádios, torcer, cantar, gritar – chorar algumas vezes, paciência - mas contagiar o mundo outra vez com sua conhecida, querida e incomparável simpatia. Salvador, com sua vocação festeira, que é um dos atrativos da cidade, foi brindada com inesquecíveis partidas, gols, personagens, e uma mistura de povos estrangeiros, brasileiros e baianos que não se via há muito tempo!

A cada partida, cerca de 100 mil pessoas circularam entre o Estádio, Farol da Barra, Pelourinho, Rio Vermelho e Imbuí, cuja noite precisa ser integrada ao circuito turístico da cidade! E a Bahia pode continuar recebendo a mesma quantidade de pessoas em muitos outros momentos do ano, de diferentes lugares, propiciando o intercâmbio de culturas através do convívio nesses lugares e em outros, como as praias, Chapada Diamantina, etc. São muitos os atrativos no estado, alguns conhecidos internacionalmente, e muitos os interessados!

Mas, para isto é preciso que haja profissionalismo institucional também, técnicos que possam auxiliar gestores a identificar as atrações e os serviços que interessam ao turista, que conheçam o perfil dos povos que procuram Salvador - brasileiros, argentinos, chilenos, portugueses, espanhóis, franceses, italianos, alemães, holandeses, norte americanos, judeus, etc. – que possam indicar o que poderia mantê-los mais tempo na cidade, e auxiliar no planejamento, administração e fiscalização dos serviços. Tudo o que não houve na Copa! O atendimento no Brasil foi literalmente improvisado! Os turismólogos não foram aproveitados e a tal qualificação de profissionais foi pura falácia!

A experiência de agentes de viagens, hoteleiros e guias de turismo veteranos garantiu a boa recepção, apesar de manipulada, em parte, pela própria FIFA, que tem sua operadora e fez parcerias que acabou deixando muitos profissionais do país sem trabalho. Em Salvador, a Bahiatursa e o Sindicato de Guias de Turismo da Bahia passaram a intermediar o trabalho de guias – que são autônomos! - em grandes eventos, como o Carnaval, através de uma empresa criada para isto, a Check List Soluções, que pagou R$ 2.000,00 por um mês de trabalho na Copa, enquanto as agências de receptivo tradicionais pagaram até R$ 500,00 por um dia!

O Sindicato, que depende da Contribuição Sindical de todos os profissionais do estado, não garante o trabalho para todos eles nesses eventos, infringe a Lei 8.623, no Art 2º, que obriga o profissional a ser credenciado no Min. Turismo, aceitando ‘monitores’, pessoas não credenciadas, inexperientes, que são os indicados e protegidos de pessoas ligadas ao Turismo, que tiram as poucas opções dos profissionais.
O principal atrativo da cidade, o Pelourinho, a âncora que atrai turistas que também vão à Mangue Seco, Praia do Forte, Recôncavo Baiano, Morro de São Paulo, Chapada Diamamntina, etc., foi abandonado no governo de Jaques Wagner, do PT, é o mais deteriorado dos patrimônios da humanidade no Brasil, e nem os recursos abundantes para a Copa foi capaz de sensibilizar gestores e convencê-los a concluir a reforma! Atualmente o lugar é evitado pelos próprios baianos, e a agressão ao americano em pleno evento não foi um caso isolado.

O próximo governante terá muito trabalho para desocupar casarões ameaçados de desmoronamento, realocar indigentes e delinqüentes que infernizam o Centro da cidade, e garantir o acesso, segurança e bons serviços. A divulgação dos demais atrativos do estado também depende do bom atendimento no Centro Histórico. Nenhum hotel novo foi construído em Salvador para esta Copa! Mas, apesar destas e outras deficiências no receptivo da cidade, como mobilidade, estacionamento, banheiros públicos, etc., perfeitamente corrigíveis, Salvador continua sendo uma cidade atraente, desejada por pessoas de vários lugares, e importante para a indústria turística mundial, que a venderia muito mais, caso ela estivesse em melhores condições, e garantisse bom atendimento, comodidade, e segurança para quem quer vir.

Poucas cidades do mundo, inclusive entre as mais visitadas - Londres, Paris, Nova Iorque, Barcelona, Tóquio, etc. – tem identidade tão definida e tantos atrativos como Salvador: 50 km de praias ensolaradas o ano inteiro, uma baía imensa na sua frente, história, memória, comida, música, arte e povo!


A Copa mostrou tudo isto, só é preciso profissionais que criem as condições para receber turistas sempre, e que colaborem com a economia e a cultura da Bahia. Não são apenas a beleza e a fama que atraem mais de 80 milhões de turistas por ano à França, 60 milhões aos EE UU, 50 milhões à Espanha ou à China. É trabalho com profissionalismo!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Surfista brasileiro promove Costa Rica para turismo de aventura

Bem amigos, enquanto o turismo de aventura cresce em percentuais jamais visto mundialmente temos a satisfação de conhecer Instituto Costarriquenho de Turismo - ICT, estima que cerca de 400 mil pessoas do solo brasileiro observarão o que o surfista, ganhador de 11 prêmios em nível mundial, estará realizando na Costa Rica.
Moacir Durães
O Instituto Costarriquenho de Turismo (ICT) e a Federação Costarriquenho de Surfe indicaram, por meio de uma entrevista coletiva, que Mineirinho irá promover o país, especialmente no Brasil.
"Queremos nos posicionar como um destino turístico de aventura integral em surfe e levando em conta outras atividades como o rafting e rappel, para mostrar tudo o que temos na Costa Rica", manifestou o diretor de mercado do ICT, Alejandro Castro.
Mineirinho, através de suas redes sociais, promoverá a Costa Rica contando como será sua experiência durante a semana que estará no país e mostrará uma série de vídeos nos quais exporá as atividades de aventura que podem ser realizadas.
"Estou muito contente de estar na Costa Rica, esta é a quarta vez que estou neste formoso país. Para mim é uma honra estar aqui, me encanta sua gente e sua comida. Esta vez será uma viagem diferente onde promoverei o turismo e suas praias", disse o surfista aos meios de comunicação.
Em 2013, a Costa Rica recebeu 2,34 milhões de turistas estrangeiros que geraram divisas de cerca de US$ 2,3 bilhões, dos quais 16 mil foram visitantes brasileiros, enquanto a maioria procedia dos Estados Unidos (52%).
Dados do ICT indicam que 250 mil pessoas que ingressaram ao país pela via aérea, praticaram o surfe ou pelo menos realizaram esta atividade durante sua estadia. Como parte da estratégia de marketing, o ICT desenvolverá uma campanha cooperativa em conjunto com a agência de viagens brasileira Welcome Surfe Trips a fim de expor o surfe.
Além disso, serão colocados anúncios em revistas especializadas no Brasil, cartazes promocionais e sites que permitam expor internacionalmente o país como destino de aventura.
A Costa Rica já abrigou vários eventos internacionais de aventura, entre eles, o Mundial de Surfe em 2009, o Campeonato Centro-Americano de Surfe e o Mundial de Rafting, ambos disputados em 2011, assim como o Mundial de Aventura realizado no ano passado.
O turismo é um dos principais motores da economia da Costa Rica, um país de 4,7 milhões de habitante, que emprega diretamente 150 mil pessoas e de forma indireta outras 400 mil. O país centro-americano abriga cerca de 4,5% da biodiversidade do planeta, que se torna em um de seus principais atrativos. EFE
Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/mineirinho-promovera-costa-rica-como-destino-turistico-de-aventura

sexta-feira, 22 de março de 2013

Mais R$ 750 mil para impulsionar o turismo religioso no Brasil


Bem amigos,

Mais uma oportunidade se abre para o Estado do Espírito Santo e mais precisamente para o município de Vila Velha...

Gestores públicos deste nosso solo capixaba já devem estar com o projeto no forno para ser apresentado até dia 04 de abril.

Que Deus ilumine a todos para que sejamos contemplados, afinal Nossa Senhora da Penha é do Espírito Santo...

Moacir Durães


Ministério abre seleção de projetos de estados e municípios voltados para o segmento


Brasília (DF) – O Ministério do Turismo vai investir R$ 750 mil em projetos de estados e municípios voltados para o fortalecimento do segmento de turismo religioso no país, no ano em que será realizada a Jornada Mundial da Juventude no Brasil. A abertura do processo seletivo no Sistema de Convênios (Siconv) será no próximo dia 4 de abril e vai contemplar projetos das cinco macrorregiões brasileiras.

O anúncio foi feito hoje (21) pelo coordenador geral de Segmentação do MTur, Wilken Souto, durante reunião do Grupo de Trabalho de Turismo Religioso, realizada em Brasília. “Vamos apoiar cinco projetos que tenham representatividade no segmento. É um primeiro passo no trabalho conjunto entre ministério e os destinos para a estruturação do turismo religioso nas diversas regiões”, disse.

Os critérios de seleção foram apresentados aos integrantes do GT, que terão até o próximo dia 28 de março para apresentar sugestões. Entre os projetos que poderão ser contemplados com recursos da pasta estão os de apoio à formação ou fortalecimento de comitês gestores de turismo religioso; formação ou aperfeiçoamento de roteiros ou destinos; elaboração de plano de posicionamento do destino no mercado e de ações de sensibilização para o bom atendimento a pessoas com deficiência.

A seleção de projetos é exclusiva para entes públicos (prefeituras, secretarias de turismo estaduais e municipais, por exemplo). O valor mínimo a ser liberado por convênio é de R$ 100 mil e o máximo de R$ 150 mil. O processo seletivo ficará aberto por 45 dias para a apresentação das propostas. O resultado final deverá ser divulgado no dia 6 de junho.


Ascom/MTur
21/03/2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Irregularidades no turismo serão multadas


Bem meus amigos,

O Brasil está se referenciando como destino para grande eventos internacionais e desde 2008, através da Lei 11.771, venho destacando a necessidade de se cumprir a legislação turística.

É claro que sua regulamentação veio em dezembro de 201o, mas até então era esperada...

Ao longo deste tempo tenho percebido que a maioria dos empresários não tem dado a devida atenção à obediência legal. Desta forma, acredito eu que depois 5 anos, dirão que serão surpreendidos com tal fiscalização, e como cita o artigo, muitos ainda não fazem os registros de hóspedes nem tampouco um pequeno sistema de coleta de informações e sugestões.

Moacir Durães


O governo federal se prepara para, até junho, ter condições a multar e mesmo cassar registros de prestadores de serviços de turismo que cometam irregularidades. Um decreto deverá permitir, por exemplo, que sejam punidos guias que não têm a formação técnica exigida para profissão ou hotéis que informem ter um determinado número de estrelas sem tê-lo, de fato, conquistado de acordo com as normas federais.

Embora essas sanções estejam previstas desde 2008, elas não têm sido aplicadas por falta de fundamentação legal, segundo o diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ítalo Mendes. Com isso, o poder de fiscalização da pasta fica limitado – quando encontra uma irregularidade, o órgão apenas notifica o responsável, não aplicando nenhuma sanção administrativa.

“Um grupo de técnicos de legislação do Ministério está analisando a versão final do texto e a ideia é que a gente remeta para a publicação de um decreto para regulamentar, ainda até o final deste primeiro semestre, a fiscalização do serviço turístico no Brasil”, disse Mendes ao iG.

A lei 1771 de 2008 prevê multas de R$ 350 a R$ 1 milhão, suspensão e até cancelamento do registro do prestador de serviço no Ministério do Turismo – o que o impede de atuar no mercado. Entre as irregularidades estão, por exemplo, a não disponibilização pelos prestadores de serviço de um sistema de reclamação para clientes, ou o não preenchimento do registro de hóspedes.

No caso dos guias de turismo, é necessário fazer um curso técnico para atuar na profissão, esclarece Irma Karla Barbosa, presidente da Fenagtur, a federação nacional da categoria. Além disso, é preciso registro no Cadastur, o cadastro federal de prestadores de serviço do setor. “Há quem tenha o curso mas não tira a credencial porque o Ministério não faz fiscalização”, diz.

Enquanto o Cadastur aponta a existência de 9.490 guias em situação regular hoje no país, Irma estima que de 18 a 20 mil estejam trabalhando na área atualmente.

A fiscalização será feita por funcionários do Ministério e das secretarias estaduais do turismo. Segundo Mendes, há um convênio com a Escola de Administração Fazendária (ESAF) para formar uma primeira leva de 200 agentes federais, mas o número deve aumentar.

Toda a cadeia de serviços de turismo poderá ser fiscalizada, e o foco inicial será retirar do mercado agências e guias de turismo informais. No caso das classificações indevidas por parte de hotéis, Mendes afirma que o objetivo agora é de divulgar o novo sistema lançado em setembro e atrair os estabelecimentos para o modelo.

“Os primeiros hotéis estão se classificando agora. De 150, 28 já receberam a classificação.”

Atualmente existem 41.802 prestadores de serviços regulares registrados no Ministério do Turismo.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/irregularidades-no-turismo-serao-multadas_174998/

domingo, 20 de janeiro de 2013

Pesquisas que ainda ajudam a gestão do turismo...



Pesquisa de FIPE de 2010, ainda reflete em 2013 de que precisamos alinhar algumas ações de importância para o turismo, como infra-estrutura, aeroportos e comunicação... Mas preço e qualidade se estabelecem no destino e este é um grande desafio...

Moacir Durães

Financiamentos para o setor de turismo batem recorde em 2012.



TV NBR- Os financiamentos dos bancos públicos para o setor do turismo bateram recorde em 2012 e chegaram a quase R$ 8 bilhões, um volume de recursos 25% maior que em 2011.  Empresários, donos de restaurante e hotéis, por exemplo, solicitaram financiamentos já pensando em qualificar os estabelecimentos para a Copa do Mundo de 2014.

Uma das linhas de financiamento incluídas nesta conta é a do BNDES Pró Copa. Serão R$ 2 bilhões para reforma e construção de novos hotéis, visando ampliar a infraestrutura do país para os megaeventos esportivos. Deste valor, R$ 1,5 bilhão está comprometido em projetos aprovados ou em análise.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Setor de turismo deve criar menos empregos neste verão, prevê a CNC


Bem amigos,

Novos números são publicados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens,  Serviços e Turismo, de fato aqui no Espírito Santo devemos nos atentar aos 24,7% (região sudeste) das vagas temporárias oferecidas. A pergunta que fica é: temos pessoal para isso??? Estamos nos preparando???

De fato, os números poderão nos auxiliar a atentar para o assunto e que a mesa seja o ponto de partida para a resolução do problema pelos envolvidos diretamente. 

Moacir Durães


O número de vagas criadas pelo setor turístico brasileiro cairá 1,3% neste verão, para 33,1 mil vagas, frente a igual período anterior. Será a segunda queda anual consecutiva, projeta a Confederação Nacional do Comércio (CNC). As informações constam do relatório “Nota: Empregos no turismo (verão 2013)”, divulgado nesta segunda-feira. “A economia em ritmo fraco e a dinâmica recente do mercado de trabalho, sem dúvida, explicam esta queda”, afirma a CNC.

No verão 2011/2012 foram criadas 33,5 mil vagas no setor, patamar bem abaixo do observado no período anterior, de 38,1 mil.

A CNC informa que 88% das vagas que deverão ser criadas neste verão serão no segmento de hotelaria e alimentação, que inclui bares e restaurantes. “A explicação para isso é bem simples. O estoque de trabalhadores nestas atividades corresponde a 54% do total do turismo”, diz a entidade.

Segundo a confederação, os transportes responderão por 3,7% das vagas a serem criadas. Cerca de 40% dos temporários contratados para este verão deverão ser absorvidos pelo mercado de trabalho, calcula a CNC. Se confirmada, a taxa será maior que o índice de 37% observado no verão 2011/2012, o melhor em termos de contratação temporária no turismo.

“A razão está no aquecimento econômico esperado para os próximos meses e na redução do número de desligamentos por conta dos eventos internacionais que diversas cidades do país sediarão nos próximos meses”, afirma a CNC no relatório.

De acordo com a CNC, entre as regiões o Sul terá a maior demanda por trabalhadores temporários, 35,5% do total, seguido do Nordeste, com 34,7%. O Sudeste gerará 24,7% das vagas temporárias, e o Norte e o Centro-Oeste, juntos, criarão 5,2%.

“O Sudeste concentra 60% da mão de obra do setor e tem uma estrutura turística mais desenvolvida, precisando, portanto, recorrer menos ao emprego temporário que as demais áreas do país. Desse modo, em termos relativos, essas áreas deverão demandar mais temporários.”


Leia mais em:

http://www.valor.com.br/brasil/2969064/setor-de-turismo-deve-criar-menos-empregos-neste-verao-preve-cnc#ixzz2IEkVNwrs

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Nova Estrutura do Programa de Regionalização do Turismo será lançado em março/2013


Bem amigos,

Depois de um período de hibernação, devido às suas avaliações dos prós e contras, do Programa Nacional de Regionalização, eis que surge uma nova luz no fim do túnel. 

Estaremos esperando com avidez esse lançamento, na expectativa de que as Instâncias de Governança - ora propostas pelo próprio programa - sejam reconhecidas pelo sistema como processo democrático e construtivo entre o trade e os municípios que as compõem.


Sem mais,

Moacir Durães



Brasília (DF) – Representantes de órgãos públicos e entidades privadas se reuniram na quinta-feira (13/12) para conhecer a segunda fase do Programa de Regionalização do Turismo. 

A ação foi apresentada por dirigentes do Ministério do Turismo, durante encontro da Câmara Temática de Regionalização, que aconteceu no auditório da Embratur.

O programa tem como objetivo apoiar a gestão, estruturação e promoção do turismo no Brasil. 

Nesta segunda fase, alguns pontos serão prioritários: 

  • o mapeamento das 276 regiões turísticas; 
  • o diagnóstico dessas unidades com base nas dimensões de competitividade, 
  • no inventário da oferta turística e nos eixos do programa; 
  • a categorização das regiões para fins de gestão, entre outros.


“Este momento representa uma nova fase na construção do programa. Colocamos a proposta e vamos agora incorporar as sugestões apresentadas”, disse o diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico (DEAOT), Ítalo Mendes. A previsão é que o lançamento da nova estrutura aconteça em março do próximo ano.

Segundo o secretário Nacional de Políticas do Turismo, Vinícius Lummertz, o turismo tem se tornado cada vez mais um vetor importante na economia e, por isso, é preciso aproximar o programa dos mercadores investidores. “Toda a base da atividade turística é econômica. E a regionalização está recebendo nessa segunda fase essa abordagem mercadológica”, afirmou.

Após a apresentação da proposta, foi aberto espaço para as discussões e encaminhamentos dos parceiros da Câmara Temática de Regionalização. 

ASCOM
13/12/2012
Paulino Menezes/MTur

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Falta de eficiência e má produtividade são obstáculos do Turismo...




Meu amigos,

Pelo menos o Secretário Nacional de Políticas Públicas de Turismo, teve a coragem de dizer sobre a baixa adesão ao Sistema Brasileiro de Classificação Hoteleira - SBCLASS, a exploração de turismo nos parques nacionais e o turismo náutico, a participação efetiva dos conselheiros nacionais, a informação sistêmica e econômica das variáveis do turismo e principalmente da assinatura do Plano Nacional de Turismo que poderá sair até 31/12/2012, pela presidente Dilma. Vamos então aguardar,

Moacir Durães


Com pouco mais de dois meses à frente da Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, Vinícius Lummertz já tem uma noção do grande desafio de sua pasta, responsável pelo modelo de gestão capaz de dar um novo impulso ao Turismo brasileiro. Às vésperas do lançamento oficial do PNT em Ação, o dirigente reconhece que um dos grandes desafios do setor está em mensurar os inúmeros benefícios para a economia, e que a seu ver, não têm sido capazes de transpor a grande distância entre o potencial turístico do país e os resultados obtidos. Ele cita como exemplo a incapacidade de explorar com competência o potencial dos parques nacionais e o turismo náutico. Veja a entrevista, a seguir:

Mercado & Eventos – Durante o ano se aguardou pelas novas metas do Plano Nacional de Turismo. Quando elas serão anunciadas e o que terão como prioridade?

Vinícius Lummertz – O programa está na Casa Civil e deve ser assinado pela presidenta Dilma Rousseff até a virada deste ano. A ideia é contemplar um primeiro bloco de ações de modo a estruturar medidas que possam, efetivamente, se traduzir em resultados econômicos com maior eficiência. O que é mais rentável para ser viável e para isso o PNT traz um plano estratégico chamado PNT em Ação, de modo a demonstrar em cada setor como isso irá acontecer. O plano estratégico é que vai dar esse direcionamento em cada segmento, de modo a comprovar resultados e conquistas. Já avançamos muito no setor e somos uma potência em termos do Turismo interno. A prova mais palpável hoje é o Rio de Janeiro que é sem dúvida a grande alavanca do Turismo internacional e que tem uma nova imagem no exterior e será importante para que o Brasil alcance um posicionamento melhor no Turismo mundial.

M&E – Qual a razão de poucos hotéis terem aderido ao novo sistema de classificação hoteleira? E que benefícios esse novo modelo de matriz traz para os estabelecimentos?

Vinícius Lummertz – Reconheço que o processo não está andando na velocidade esperada. O fato de nos preocuparmos com a qualidade e de esta ser uma iniciativa voluntária do Governo, o modelo ainda não teve a adesão que se previa. Vamos, inclusive, formalizar junto ao Conselho Nacional de Turismo, um pedido para que haja maior mobilização do trade. A questão é perceber que esse modelo trará benefícios ao hóspede e ao empresário. Esse reconhecimento é importante pelo peso da medida que é vital para ambos. Isso passa por um processo de autoconfiança e conscientização, uma vez que essa matriz dará ao setor maior transferência e qualidade de gestão. A classificação hoteleira é importante e esperamos que o mercado reconheça a importância de aderir a esse programa.

M&E – Dentro do modelo de gestão das políticas de Turismo, o que precisa ser revisto para que o setor alcance resultados mais eficientes e leve o Turismo a ter maior reconhecimento de outros setores do Governo e da sociedade?

Vinícius Lummertz – O reconhecimento dessa atividade é fundamental ainda mais diante de uma conjuntura econômica afetada pela crise mundial. Temos uma oportunidade única de manter a economia em níveis razoáveis trabalhando para aumentar a nossa baixa produtividade. Creio que podemos render mais para o país. Isso é inegável. Para isso, temos que mudar a legislação e dar andamento aos programas de desoneração fiscal. Lembro que boa parte dos R$ 8 bilhões envolvidos em obras de infraestrutura do setor estão em compasso de espera em função de questões ambientais, de jurisprudência e até no que diz respeito à legislação vigente. O Turismo interno pode avançar consideravelmente. A verdade é que estamos muito distantes do nosso grande potencial. Veja o caso dos nossos parques naturais e o nosso litoral como é pouco explorado. Isso acontece porque falta ainda uma consciência de que a atividade turística traz inúmeros benefícios. O modelo bem sucedido do Parque do Iguaçu mostra que o Turismo doméstico pode ser ampliado. Reconheço que muitas ações envolvem outros setores da economia. O gasto público imediato prioriza por vezes outros setores em função de uma maior compreensão da força econômica do Turismo. Quando você tem dúvidas entre investir numa estrada para um parque ou para um bairro, o político vai sempre optar pela segunda, pois não é capaz de perceber quanto o Turismo pode trazer de retorno em divisas para os cofres públicos. O brasileiro não gosta de fazer contas e prefere ver as coisas pelo lado político e não econômico.

M&E - Neste contexto, há um reconhecimento da importância da participação do Conselho Nacional de Turismo, mas o modelo atual com representantes de quase 70 entidades tem sido criticado. Qual sua opinião?

Vinícius Lummertz – É preciso que o setor seja mais eficiente fazendo reformas. Nosso objetivo não é apenas atender às necessidades do mercado, mas fazer com que o setor demonstre como um benefício dado a ele irá retornar para a sociedade e se traduzir em resultados. Há que se reconhecer que avançamos. Acho que estamos prontos para entender a importância do Turismo no Brasil sob a ótica econômica. A eficiência do Turismo está em transpor o óbvio para quebrar o torpor existente e transformar em ações concretas esse novo modelo de gestão que estamos trazendo para a pasta. Queremos focar nossas ações nas políticas de Turismo por meio de um conjunto de medidas de comprovada eficiência logística. É importante fazer com que a atividade turística aconteça, sabendo que isso ultrapassa os limites de ação do Ministério do Turismo e envolve outros setores do Governo e da sociedade. Quanto ao modelo de gestão do Conselho, lembro que o Turismo é o setor que tem o maior conjunto de empresas representativas. Mas existe nesse modelo uma musculatura maior que o resultado possível de ser alcançado. O que falta, na verdade, é sair de um segmento que apenas pede ao Governo, para se tornar um segmento que negocia. Não basta, por exemplo, que os parques temáticos peçam ao Governo medidas de desoneração do setor, mas que negociem sim uma contrapartida de investimentos que traga resultados para a economia.

M&E – Como fazer com que o PIB do Turismo no Brasil cresça a níveis de primeiro mundo?

Vinícius Lummertz – Hoje temos um PIB que representa 3,7% da economia. Isso pode triplicar, pois temos estados como Santa Catarina onde esse índice já superou essa marca e chegou a 13,8%. Há um espaço muito grande para crescer. Hoje o PIB representa R$ 80 bilhões, mas pode chegar a R$ 240 bilhões. A produtividade é a palavra mais importante para o nosso país para que tenhamos uma economia rentável.  Temos que fazer o trabalho de casa e sermos eficientes naquilo que nos propomos a realizar. Para isso é fundamental aumentar a produtividade do trabalhador brasileiro e criar condições para que o empresário se sinta motivado a investir. Atualmente há um verdadeiro represamento das iniciativas do setor privado na indústria do Turismo em função de legislação e dos modelos de jurisprudência. É preciso ampliar as reformas necessárias.

M&E – Dentro dos projetos que têm merecido especial atenção está o aproveitamento dos parques naturais pelo Turismo. Já existe um modelo piloto para isso? E no que se refere ao Turismo náutico?

Vinícius Lummertz – Estamos criando um Grupo de Trabalho com o objetivo de medir o impacto do Turismo nestas áreas verdes. O que não pode acontecer é deixar inexplorados esses parques. O Brasil tem 10% de áreas naturais onde ficam os parques e mesmo assim perdemos em volume de turistas para países como Nova Zelândia e Costa Rica na exploração deste filão. Foz do Iguaçu é o terceiro destino no país e ganha de várias capitais nordestinas em termos de visitação. Os parques têm um viés educacional, turístico e ambiental pouco explorado. Precisamos mudar isso. Do mesmo modo, temos a questão do Turismo náutico. Florianópolis tem um dos maiores pólos de fabricação de barcos, mas o estado não tem marinas, o que é um contrassenso. O litoral brasileiro está ainda praticamente inexplorado e não se pensa em quanto isso poderia gerar em negócios.

Por: Luiz Marcos Fernandes

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Agência de turismo brasileira oferece viagens espaciais por US$ 107 mil


Olá amigos!!!

Vamos navegar em torno da Terra... é rapidinho, somente 60 minutos...

Quem nunca pensou em dar uma volta pelo espaço? Uma agência de turismo brasileira decidiu trazer este sonho um pouco mais próximo de se tornar realidade para o brasileiro e lançou um pacote de turismo para os interessados (e dispostos a pagar) no país.

A viagem, trazida ao Brasil pela Sanchat Tour, é uma parceria com a empresa holandesa Space Expedition Curaçao (SXC), que já oferece este pacote em outros países como Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Reino Unido.

Entretanto, antes de se empolgar, saiba que o pacote não tem um preço exatamente convidativo para a maior parte da população: US$ 107 mil para uma viagem de 60 minutos a bordo da nave Lynx.

A nave é projetada para ultrapassar a barreira do som depois de apenas 60 segundos do lançamento e, depois de 3 minutos, o veículo deve alcançar 3.675 km/h. Após chegar aos 100 km de altitude, os motores são desligados e a nave flutuará em gravidade zero por cerca de cinco minutos, para logo em seguida retornar planando ao solo terrestre, voltando ao ponto de partida, na ilha caribenha de Curaçao.

Como informa a agência EFE, a nave tem capacidade de partir como um avião comum de qualquer aeroporto. No ar, ela se reposiciona a 90º do solo para iniciar o lançamento.

O veículo foi projetado pela XCor Aerospace e tem capacidade para duas pessoas: o piloto e o passageiro. Ela deve entrar em operação a partir de 2014.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/agencia-de-turismo-brasileira-oferece-viagens-espaciais

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Astrônomo Adolfo Stotz Neto: círculos em plantações criaram "turismo dos malucos" em Ipuaçu – Santa Catarina


Pelo quinto ano consecutivo, gigantescos agroglifos surgiram em lavouras de Ipuaçu, cidade localizada a cerca de 580 km ao oeste de Florianópolis. Foto: Ivo Hugo Dohl/Divulgação

 Os curiosos e imensos círculos em plantações de cereais não são mais novidade, pois já existem registros desse tipo há décadas, no mundo todo. Apesar disso, ainda intrigam muita gente e despertam a fascinante dúvida: serão sinais da presença de extraterrestres? Ufólogos se deliciam com os acontecimentos, enquanto os céticos afirmam que se trata apenas de traquinagem de desocupados. Mais uma vez, esse questionamento recai sobre os moradores de Ipuaçu, cidade catarinense de 7 mil habitantes.


Foto: Ivo Hugo Dohl/Divulgação
No dia 13 de outubro, pelo quinto ano consecutivo, surgiram agroglifos (como são chamadas as marcas pelos amantes da ufologia) em lavouras do município, situado no oeste de Santa Catarina. O círculo principal, com 40 m de diâmetro, foi circundado por 30 outros, menores.

Na cidade, os sinais foram registrados pela primeira vez em novembro de 2008 (de lá para cá, são vistos sempre nessa época do ano) e deram início às discussões entre ufólogos e astrônomos. Acredite ou não, o estudo dos círculos com a abordagem extraterrestre tem até nome: cereologia. O presidente do Grupo de Estudos de Astronomia do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Adolfo Stotz Neto, conta que já se envolveu em discussões desse tipo. "Ufólogo discute com emoção, mas você tem que derrubar as ideias dele", diz o professor, afirmando que a pequena cidade do oeste catarinense nunca mais foi a mesma. "Conseguiram colocar Ipuaçu no mapa. Até mesmo do turismo. Turismo dos malucos."

O professor explica por que descarta a hipótese de as marcas serem obras de seres de outros planetas. "A estrela mais próxima além do Sol está a 4,2 anos luz. Se uma nave nossa - não tripulada, é claro - viajar a 70 mil km/h, a maior velocidade que conseguimos, levaria 65 mil anos para chegar lá", explica, indo além em sua suposição. "Vamos supor que o extraterrestre saiu do sistema vizinho, gastou uns 10 anos para chegar aqui, vencendo uma distância invencível, fez um círculo e foi embora. Teria que ser um idiota absoluto. Isso funciona muito bem no cinema, só."

Ele cita o projeto SETI@Home (Seti at home), lançado no final dos anos 1990 com o propósito de monitorar qualquer sinal de vida extraterrestre inteligente. Até hoje, não houve registro de nenhum desses sinais. "Eu mesmo olho para o céu desde os 12 anos, e hoje tenho 62 e já visitei os maiores observatórios do mundo. Nenhuma pessoa entendida registrou algo desse tipo", conta.

No cinema
O cinema pode influenciar na interpretação dos círculos. Em 2002, o filme Sinais, protagonizado por Mel Gibson, transmitiu um pouco a tensão de um mundo invadido por alienígenas hostis. Antes da visita dos possíveis colonizadores se tornar um fato conhecido por todos, o personagem principal notava, constantemente, círculos como esses em sua propriedade. O diretor M. Night Shyamalan brincou com os crop circles (círculos da colheita, em inglês, como são chamados os desenhos), dando a imaginar como seria se eles realmente fossem feitos por extraterrestres e fornecendo combustível ao imaginário popular.

Como tudo começou
Mas os primeiros registros de agroglifos são muito mais antigos: de meados da década de 1970, em plantações de trigo, aveia e cevada do sul da Grã-Bretanha. As imagens se formavam a partir de caules achatados, o que deixava as plantas caídas e resultava em formas geométricas em meio às lavouras. Os primeiros símbolos eram simples círculos, sem nenhum rebuscamento artístico. Logo de cara, passou-se a cogitar que esses estranhos desenhos pudessem ser marcas para alienígenas ¿ uma indicação para pouso ou algo do tipo. Assim que o fenômeno tomou notoriedade, desenhos parecidos começaram a ser registrados também na Ásia, África e Oceania.

Desde então e até hoje, centenas de agroglifos aparecem a cada ano em todo o globo. Em 1991, no entanto, os ingleses Doug Bower e Dave Chorley cansaram do anonimato e revelaram, publicamente, serem os primeiros a desenharem os círculos, prática que mantiveram ao longo de 20 anos. Foi o surgimento de um novo gênero de arte, que hoje é feita em proporções gigantescas, envolvendo o desenho de formas cada vez mais complexas.

Apesar de, em um primeiro momento, poder significar um prejuízo na colheita dos fazendeiros (o que é questionável, já que as hastes não são rompidas, apenas dobradas), a travessura tem outra conotação na região de Wiltshire, na Inglaterra, onde as marcas aparecem com mais frequência. O turismo é alavancado e muita gente paga aos proprietários para visitar o local - sem contar a venda de souvenires e os passeios de helicópteros, que atraem os interessados em ufologia. Eis aí uma interessante trinca que, a princípio, representa partes antagônicas. Ao analisarmos de maneira mais cuidadosa, notamos que elas se completam. Ufólogos tentam, de qualquer modo, vincular os agroglifos com entidades extraterrenas. Enquanto isso, artistas reivindicam a autoria dos desenhos e os fazendeiros querem apenas que não lhes incomodem mais. Entretanto o caráter místico dos círculos é que traz a fama à produção dos artistas e pode render um certo lucro ao dono das terras contempladas com a arte.

Como são feitos
Mas se não é autoria dos ETs, como, então, foram feitos esses desenhos gigantes? O material necessário para desenhar os sinais é muito simples, de acordo com Stotz Neto. "As plantações de hortaliças são amassadas com uma tábua e uma corda. Se a pessoa for caprichosa, desenhando o projeto em casa e usando uma fita métrica, dá para fazer coisas lindíssimas", conta. O segredo já foi revelado até em programas de televisão. Depois de definido e marcado o comprimento do raio, com uma fita ou uma corda, um membro da equipe fica no centro. Outro membro pega uma tábua de cerca de 1,5 m, com cordas nas suas duas extremidades, e amassa os caules empurrando a prancha com um pé, segurando-a pelas cordas. Após percorrer a circunferência, é só fazer o mesmo até o centro do círculo.

Sozinhos?
A desmistificação, porém, não é suficiente. Ufólogos encontram características particulares em cada desenho para questionar a verossimilhança da ação humana nos locais. E boa parte da população tende a optar, também, pelas explicações sobrenaturais. "Desde que o ser humano se autocivilizou, de 10 mil anos pra cá, tem esse sentimento de inferioridade, de que há algo superior. Vinha um trovão ou um tsunami e só podiam atribuir isso a deuses. Mas hoje nós conhecemos perfeitamente as causas disso", opina Adolfo Stotz Neto.


06 de novembro de 2012 • 07h42 • atualizado às 07h43
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6278856-EI301,00-Astronomo+circulos+em+plantacoes+criaram+turismo+dos+malucos.html